Last day of my first job. It was hard to let go my kids. Hugs, laughs and tears. A lot of learnings, a lot of new experiences.
And the most unlikely thing happened: it rained, as in every Bollywood happy ending.
Thank you AIESEC, thank you RSM International School.
Aquela altura do mês em que as mulheres indianas são tratadas como se tivessem uma doença perigosíssima, altamente contagiosa.
Hoje a sorte calhou-me a mim. Não posso entrar na cozinha, tenho que beber água por um jarro, tenho que lavar a minha loiça à parte no lavatório do andar de cima e não convém andar por aí a sentar-me em toda a parte da casa.
Ó Portugal, ó Europa! Perdoem-me a minha insatisfação!
Thank you world and my family for this oportunity, this life and living experience. Ainda não consigo perceber muito bem como vim parar à Índia, a uma cidade do Rajastão, como é que de um momento para o outro não há cozidos na minha dieta e como é que quatro desconhecidos se tornaram a minha família (não sei se estou a achar graça ao controle excessivo).
Três meses e meio noutro mundo. Um mundo onde homens e crianças andam de mãos dadas na rua, onde a chuva é uma benção e sinónimo de ir para a rua. Mesmo depois das várias exclamações de preocupação e algumas lágrimas tão desmotivadoras, estou na Índia.
Por vezes custa mesmo perceber o porquê de certos actos e vontades, ainda não percebi o porquê, agora que cá cheguei ainda menos percebo. Uma família que de um momento para o outro me tira toda a minha alegria de pessoa independente com a simples pergunta “porque chegaste tão tarde?”. Viver numa casa tão longe de tudo que me dificulta o contacto com os maiores pontos de interesse da cidade. Um calor que me não me permite pensar, sequer. Valores e roupas que me fazem sentir uma estranha. Dificuldade em manter amizades pelo obstáculo da língua. Ser observada a cada passo que dou na rua. Não poder beber água nem lavar os dentes à vontade sem me preocupar com a qualidade da água e doenças. Não poder matar os insectos que invadem o meu espaço. Não poder sentar-me numa sanita. Esquecer o que é ter um cabelo limpo e macio. Desejar ter óculos de natação cada vez que ando de mota (a poeira é demasiada). A lixeira ser a rua (poluição, poluição). Deparar-me com um conceito de pobreza que não fazia parte do meu imaginário até à data. Etc. Etc.
Por vezes custa mesmo perceber o porquê de certos actos e vontades, ainda não percebi o porquê, agora que cá cheguei ainda menos percebo. Uma família que me acolheu desde o primeiro dia, que se preocupa com quem me dou, com quem estou, com o que faço. Uma família que me dá de comer a toda a hora, que me quer ensinar coisas, que apesar das diferenças linguísticas tenta conversar comigo. Uma família que me inclui nas crenças religiosas. Pessoas que acabei de conhecer mas que se dão ao trabalho de fazer longos caminhos para me virem buscar a casa e me levarem a fazer coisas. Famílias que vou conhecendo pontualmente que querem uma fotografia de família, me aprontam a preceito e me fazem rituais de sorte: pinta na testa, arroz na pinta, doce na boca, nota na mão. Crianças que se fascinam com o meu ar, adolescentes que acreditam que lhes posso dar algo de muito útil. Construções fascinantes. Cor. Reconhecer a beleza da chuva e desejá-la. Sabores nunca antes provados. Um país crente.
Para verem o quão corajosa sou… na noite passada ia-me deitar quando olho para os lençois e os meus olhos fazem um close up muito rápido e BARATA! Tinha uma barata bebé (acho) nos meus adorados lençóis trazidos de Lisboa. O meu coração não palpitou nem por um segundo, sacudi a barata para o chão e matei-a. Castigo por ter matado uma centopeia no dia anterior. Hoje, um dos meus piores pesadelos realizou-se: enquanto fazia xixi na sanita-buraco uma centopeia bastante gordinha apareceu de dentro da sanita. Aiaiaiaiai. Por este andar no final do estágio tenho um elefante no quarto.
Para verem o quão boa menina sou… depois de uma video-conferência com o meu pai e irmã e das famílias terem sido apresentadas, a família indiana começa a fazer-me perguntas, até que tenho que dizer que os meus pais, assim como tantos outros em Portugal, estão divorciados lol onde me fui meter… A “mãe” fez-me prometer que eu nunca me iria separar ahah única forma de cumprir é: não casar! No meio da conversa expliquei que nos davamos todos bem e que nos amávamos muito, o que a deixou bastante contente. No final disse que éramos todos iguais quando referi que todos se preocupavam bastante e que queriam saber onde andamos, a que horas chegamos a casa, etc. Terminou a dizer que o meu interior é bom, que tenho uma boa natureza. A acrescentar ao “good eyes see everything good”, a propósito de gostar de toda a comida que me dão ahah Acho que estão preocupados porque dizem que sou muito magra e que como pouco ahah É tudo uma questão de perspectiva.
Já agora, ficam a saber que quando a mulher Hindu está menstruada não pode cozinhar nem entrar na cozinha, assim como também não pode rezar nem ir ao templo.
Mulher indiana cozinha todo o dia: chá, pequeno almoço, almoço, chá, lanche, snack, jantar. Portugueses… duas horas por dia na cozinha não é nada! Mulheres valentes! Trabalham, cuidam dos filhos, cozinham, limpam e ainda se divertem!
P.S.: Hoje descobri, depois de me terem comprado UM rolo de papel higiénico que mais parece papel de escrever e sabão para tomar banho, que andava a lavar a cara, mãos e pés com o sabão de lavar a roupa.
“It is your Indian home” says the mother of the family.
My host family’s house from outside with the father standing in the front! É bastante boa dado o contexto. Não matam bichos, nem cenouras, mesmo assim ainda não vi nenhum insecto no meu quarto (casa de banho privada uhuh em que o banho é de água fria, sabe bem, e onde temo sempre apanhar a bactéria). Ainda está para vir o dia!
Muito simpáticos e comem/dão-me comida a toda a hora. Já agora, os indianos comem a toda a hora (eu não aguento, até me sinto mal em ter que dizer tantas vezes que não quero) e são gorduchitos. Não sei quem é que anda para aí a espalhar que são magros escanzelados!

On my way.
Já com unhas partidas do carrega/descarrega/arruma/desarruma malas e sem o elemento mais importante desta viagem, Biokill (“líquidos na mala de porão”, como é que ainda não aprendi!?).
Às 19h parto para Delhi, India. Não sei se alguém me espera (é suposto), não sei a que horas é o comboio de Delhi para Jodhpur, nem se tenho bilhete. Qualquer das formas, tudo se resolve.
(In Heathrow Airport, London, UK)
So, I had this really nice guy waiting for me, his name is Rohit, who spent the all day with me in Delhi, he even had to skip work because of it. 1st shock: weather, extremly hot and humid, very difficult to breath, totally different from the air we have. Besides that… all the crayziness, movement, noise, polution of the city destroied almost all my energies. I still had to catch the train during the night till my destination. Went to Delhi Gate, from there till train’s station I was alone in India for the first time (only in the rikshó but a tuff mission when you are too wick to get all that information). Lots of time on trafic… me staring at monkeys, realizing that they are a mix of human beeing with lions, driver notices and tries to communicate (besides all the gestual signs to explain sculptures and buildings): “monkeys!” … smiles a lot… “child!”… smiles a lot…
When I arrived the station I met a familly from Jodhpur in which one of the sons belongs to Aiesec Jodhpur. Pure coincidence. An hour before my train arrives, Rohit and another guy, called Deepak (also very nice), riched the station!! Jodhpur reunion! yey! It was a nice way to say goodbye and I wasn’t in India even for an intire day. Thank you Rohit for all the atention and care.
Next step… an european girl alone on the sleeper’s class of Mandore Express. To sleepy to care too much. Always with window open with my head almost outside when it started to rain.
Arrived at Jodhpur, my aiesec’s buddy picked me up and took me to my host family! I feel lucky at this moment for having such nice persons taking care of me and cooking for me *.* the food is sooo good! (trying to overcome the spicy/hot problem).I’ll try to write less and illustrate it more!
Need to sleep today.
se não morrer da doença, morro da cura